Seguindo o papo de antes, decidi escrever uma descrição mais detalhada sobre minha semana. Sempre me perguntam o que eu estudo, como estudo, se sabia alguma coisa de japonês antes de vir para cá, e se meus professores falam com os alunos em outro idioma para explicar o idioma aos alunos.
Começando do meio para diante e depois voltando ao princípio (espécie de O reverso do revirado)

1) Não, eu não falava nada de japonês. Claro, sabia coisinhas soltas, que na verdade acho que fazem parte do coletivo mundial: arigatô , sayonara, e, uma lista de nomes de comida imensa – incluindo nomes de marcas como Ajinomoto e Yakult. Não sabia ler nem hiragana, nem katakana e muito menos os kanjis. Na verdade nem sabia a diferença entre eles. Aprendi tudo aqui. E continuo achando lindo toda essa história da comunicação ser tão visual.

2) Desde do primeiro nível os professores só falam em japonês. As aulas são bem dinâmicas, entre mostrar fotos, desenhos ou representar situações a gente acaba entendendo. Para mim, o maior problema continua sendo lembrar o que eu entendi. Porque uma coisa é você  entender na hora. Sabe aquele, “ah!!!! é isso!!!”. Então, quando chego em casa penso, “que que era isso mesmo?”.

De verdade acho que é uma questão  de idade. Aprender uma coisa inteiramente nova depois dos 30, num é bolinho não…

3) Sobre o que eu estudo, durante essa semana vou tentar fazer um diário de bordo. Tentar, vejam bem, num posso prometer nada.

4) E como estudo, acho que todo mundo já sabe. Rezo uma Ave Maria toda noite, e em véspera de prova peço ajuda a São Judas Tadeu*.

*nota do editor: Mariana odeia provas, mas é uma aluna responsável. Só falta em caso de extrema necessidade (o que mostra que, definitivamente, está envelhecendo!).